Esse é um quadro que criei para postarmos tudo que há de cultura no Stardoll, isso mesmo. temos de convir que o Stardoll é um jogo bem elitista, mas não é só moda, festa, decoração, design e amigos, tem cultura também. É só observar.
Como eu prometi no quadro "NEWS" vou falar um pouquinho sobre a história da Frida Kahlo que está inspirando nosso Museum.
Pra quem nunca ouviu falar, ou pouco sabe sobre esse vitoriosa mulher, é hora de saber um pouquinho. Quero ao menos aguçar a curiosidade de vocês sobre ela, e outras grandes mulheres que nos inspiram e nos fazem ter esperança.
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon nasceu no dia 6 de julho de 1907 em Coyoacan, México. Uma mulher de aparência marcante e original devido a cultura de seu país/cidade, Frida era uma amante da cultura Mexicana e sua forma irreverente de se vestir refletia toda esse patriotismo e orgulho. Feminista, pintora, escritora e sofredora, se tornou uma referencia cultural em todo o mundo. Em seu diário e pinturas Frida relatou grande parte de seu sofrimento.
Sua primeira tragédia aconteceu quando ela tinha seis anos e uma poliomelite a deixou de cama por vários dias. Como seqüela, Frida fica com um dos pés atrofiado e uma perna mais fina que a outra. Aos 18 anos, estudante de Medicina a volta para casa, ela e seu noivo Alejandro Goméz Arias, sofreram um grave acidente de ônibus que a deixou a beira da morte. Transpassada por uma barra de ferro pelo abdômen e sofrendo múltiplas fraturas, inclusive na coluna vertebral Frida levou vários meses para se recuperar. Ao todo foram necessárias 35 cirurgias e mesmo depois da recuperação ela teria complicações por causa do acidente pelo resto de sua vida. Depois do ocorrido Alejandrou a abandonou.
Ponho-me a pensar como aos 18 anos Frida já sofreu dores que eu com 20 não passei nem perto de sentir. Doenças, a tristeza de ser estéreo, o trauma de um acidente quase fatal. Qual a sensação de passar por 35 cirurgias e já ter um pé atrofiado e uma perna mais fina do que a outra? E passando por toda essa dificuldade ser abandonada por quem ela era tão apaixonada. A sensação ela descreveu em uma frase:
“E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo.”
Você desistiria de tudo?
Com um cavalete adaptado por sua mãe para que ela pudesse pintar deitada, Frida fez seu primeiro auto-retrato dos 55 que pintou.
Dois anos depois do acidente Frida leva três de seus quadros a Diego Rivera, um famoso pintor da época para que os analisasse. Esse encontro resultou no amor de ambos e na revelação de uma grande artista. Em 21 de agosto de 1929 eles se casam, Frida então com 22 anos e Rivera com 43, dando início a um relacionamento dos mais extravagantes da história da arte.
Com 22 anos continuava sofrendo por amor e carregando e seu corpo como ela mesma disse, as chagas do mundo.
Foi um casamento conturbado onde sofria com a infidelidade do marido pelo qual ela era apaixonada. Sofreu três abortos devido sua saúde frágil e aos 25 anos perdeu sua mãe para o Câncer. Viveu passando por cirurgias e separações no casamento. E além das cirurgias passou a sentir persistentes dores de coluna, um problema de úlcera, anorexia e ansiedade.
Mas apesar de tudo é eleita membro do Seminário de Cultura do México e ganhou prêmios com suas expressivas pinturas.
Nesse período ela também é obrigada a fazer mais de seis cirurgias e usar um colete de ferro que quase a impede de respirar permanecendo longos períodos no hospital e tendo de usar uma cadeira de rodas. teve sua perna amputada na altura do joelho devido a uma gangrena.
Mas sua condição delicada não a impediu de participar, mesmo em uma cadeira de rodas de uma manifestação contra a intervenção norte-americana na Guatemala em 1954.
E hoje em dia, com toda a saúde você abre a boca e diz que quer mudança, mas não faz revolução!
E sabe, ela ainda tinha forças para escrever “…a tragédia é o mais ridículo que há…” e “…nada vale mais do que a risada…” e suas últimas palavras escritas no diário foram: “Espero a partida com alegria…e espero nunca mais voltar…Frida.”.
Trocaria o nome e escreveria essa frase na minha Lápide.
Dizem que nós mulheres somos o sexo frágil, mas já ouvi e li histórias de grandes homens, filósofos, artistas, governantes, que se mataram por muito menos.
Somos a força que move o mundo, somos todas
Sofrida
Frida!
PS.: Olha quem eu tenho a honra de ter na minha lista de amigos do Stardoll fridaakahlo. Uma doll GENIAL que me mata de invejinha! haha
Um beijos paras as minhas dollies feministas!
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